quinta-feira

TPM

Mais um temporal. E ônibus lotado. E aquela profusão de cheiros suados e molhados. E por que será que o celular da gente sempre toca nessa hora?
Eu ontem esqueci o celular em casa e fiquei PUTA. Hoje, quando ele tocou, fiquei muito mais.
-Alô, tô atendendo só pra dizer que não posso atender, oquêi?
Como a vida moderna é estúpida: a gente paga (e tem quem pague bem caro) por uma coleira móvel com um design interessante... Putz! Odeio o fato de que a minha condição de mulher me fragilize a ponto de eu me submeter a um celular, como se isso fosse me proteger de alguma coisa. Odiar é, aliás, o verbo do dia. Mulher é o substantivo do dia. Hormônios são os vilões há dois dias.
... E tem quem desafie o perigo: um doido insinuou que eu to gorda, pra me provocar. Eu queria saber qual é o barato da fascinação que eu exerço sobre os doidos! E não são os doidos no sentido figurativo não: doido, doido de lelé mesmo, daqueles que rasgam dinheiro e guardam papel higiênico usado na carteira, e que inclusive desenvolveram toda uma teoria revolucionária a esse respeito. Resta o tempo se encarregar de fazer justiça a esses gênios, vítimas do sistema, dessa sociedade opressora, arcaica, cega, e blablablablabla... Àpaputaquepariu. Não sabe que esses 10 quilos a mais são tudo culpa do inchaço da TPM? BURRO!
Sorte dele eu já saber que ele é doido e que ele tava de recalque pra cima de mim por conta da minha indiferença eterna: não conhecesse eu a figura, nem sei... Tem coisas que é bom nem saber.
E daí eu chego em casa, respiro aliviada e vem a parte B: choro.
Choro Nilos e Niágaras! Por quê?! Não seeeei! Mas por que a pergunta, hein?
H E I N???
Já sei!! (PLIM!)... FIL-ME DO AL-MO-DO-VAR. Nunca falha! Tão coloridos, tão engraçados, tão anti-exemplos do exagero...
E era uma picaretagem generalizada, o professor que queria comer a aluna e mentia pra amante que não tinha outra amante, e a aluna fazendo cara de Maria pra lá e pra cá, uma patifaria só... E eu: nossa! que história de amor linda! Choro.

NÃO É POSSÍVEL.
Apelei pro chocolate, liguei pro Zé, apelei pro salgadinho, o Zé trouxe mais chocolate, e daí eu lembrava de um desamor por quem eu moraria (sim, Zé! eu juro!) em Palheireiros e faria bolo pra fora enquanto ele procurasse emprego [eternamente] nos intervalos entre o futebol e o carteado cos cumpadi. E daí eu decido bater um papo com os amigos no MSN, e aquela chuva de elogios motivacionais, e daí eu me dou conta do quão ridículo é pensar que a gente é muito mais do que um bicho quimicamente regulado. Racionalidademeucu!
Não adianta, eu sou ariana: eu não sofro de tensão pré-menstrual; sofro de Tensão Pré-Morte. Vai saber por quantos anos... Tomara que eu não seja mesmo a futura Dercy, como dizem. Em nenhum sentido.
Rogai, irmãos!

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