Em minha mente tenho tudo o que preciso pra viver bem, como um hiper-estoque.
Eu quero uma abóbora. Fecho os olhos e acesso uma abóbora.
Eu quero um cavalo branco com pintas de girafa... E lá está ele.
Sempre tenho mais dificuldade na seção de artigos abstratos. Por que ainda não aprendi a achar o que preciso na prateleira certa?
Procuro serenidade e acho nostalgia; tento alçar um embrulho da gôndola de iniciativa e o montinho despenca em efeito dominó. Começo a catar tudo com ar constrangido e me vem a moça trajando o uniforme da Consciência com cara de má-vontade dizendo que não precisa: os estoquistas hão de ajeitar a bagunça mais cedo ou mais tarde.
Ouvi falar que em algum departamento existe solitude, mas me parece que ela tem um preço maior do que posso dispor no momento... E com isso vou levando itens genéricos cujo resultado é bem no esquema do "barato que sai caro". Nada serve, nada serve!
Fico impaciente e naturalmente penso em abandonar meu cesto e sair pisando duro. Creio que já cheguei bem perto da porta e voltei atrás. Foi um momento sublime! Naquele trecho de vida, me perdoei por ter ficado passeando o tempo todo com tamanha displiscência que não atentei às orientações sobre os produtos de matéria mais sutil. Eles são difíceis de enxergar mesmo!
Nesse momento, puxo meu extrato de auto-sabotagem e avalio com ar grave. A dívida é imensa e não sei mais como saldá-la. Não tendo uma segunda opção, rasgo as promissórias e me perdôo, inclusive, por não me perdoar novamente.
aterro literário
quinta-feira
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Um comentário:
Muito Foda!
Muito Foda!
Adorei!
Adorei!
Continue a nos anistiar tambem com tuas ide'ias!
Muito grato!
Abrax
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