O carnaval me contemplou!
Não foi batuque ou serpentina
Desabotoou, despiu e rasgou
Minha pobre, anacrônica
Desbotada fantasia
Sentenciou baixinho bem pertinho
Que eu agora
Às pressas, aos prantos
Em primeira pessoa sozinha
Seria de já pra todo o sempre
Coisa só por conta minha
Por instinto ou sabedoria
Há que se criar uma rotina:
Lamber a ferida
Fiar novos dias
Correr da corrente
Sublimar a fadiga
Fazer da fúria a euforia
Ter massa cinzenta por matéria-prima
Me embalar e ninar com as próprias cantigas
Demolir os muros usando as unhas
Abrir espaço pro sol entrar
Pensar em saúde e não na cura
Achar no espírito o aconchego do lar
Antes, mas bem antes
Que outro carnaval me queira predar
Espreito fevereiro em nova esquina
Um brilho refeito quase estelar
Antes caco, hoje cristal
Antes plural, no(w) singular
http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umamusica&nomeplaylist=005401-0_07
aterro literário
sexta-feira
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